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Nasceu em Santana do
Livramento (RS) e mudou-se logo em seguida para São Paulo,
onde foi morar no bairro do Brás. Foi jornaleiro, mecânico,
engraxate e garçom, além de lutador de boxe na categoria
peso-médio. Mesmo com o apelido de "Metralha",
por causa da gagueira, decidiu ser cantor. Foi reprovado
duas vezes no programa de calouros de Aurélio Campos.
Finalmente foi admitido na rádio, mas dispensado logo
depois. Seguiu para o Rio de Janeiro em 1939, onde trilhou
mais uma vez o caminho dos programas de calouros, sendo
reprovado novamente na maioria deles, inclusive no de Ary
Barroso, que o aconselhou a desistir. Finalmente em 1941
conseguiu gravar um 78 rotações, que foi bem recebido pelo
público. Passou a crooner do Cassino Copacabana Palace e
assinou contrato com a Rádio Mayrink Veiga, iniciando uma
carreira de ídolo do rádio nas décadas de 40 e 50, da
escola dos grandes, discípulo de Orlando Silva e Francisco
Alves. Alguns de seus grandes sucessos dos anos 40 foram
"Maria Bethânia" (Capiba), "Normalista"
(Benedito Lacerda/ Davi Nasser) "Caminhemos"
(Herivelto Martins), "Renúncia" (Roberto Martins/
Mário Rossi) e muitos outros. Maiores ainda foram os êxitos
na década de 50, que incluem "Última Seresta"
(Adelino Moreira/ Sebastião Santana), "Meu Vício É
Você" e a emblemática "A Volta do Boêmio"
(ambas de Adelino Moreira). No final da década de 50
envolveu-se com cocaína, chegando a ser preso em flagrante
em 1965, o que lhe trouxe problemas pessoais e
profissionais. Superada a crise, lança o disco "A
Volta do Boêmio nº 1", um grande sucesso. Continuou
gravando regularmente nos anos 70, 80 e 90, reafirmado a
posição entre os recordistas nacionais de vendas de
discos. Além dos eternos antigos sucessos, Nelson Gonçalves
sempre se manteve atento a novos compositores, e chegou a
gravar músicas de Ângela Rô Rô ("Simples Carinho),
Kid Abelha ("Nada por Mim") e Lulu Santos
("Como uma Onda"). Na década de 90 foi encenado
nas principais capitais do país o musical
"Metralha", uma versão dramatizada de sua
biografia.
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