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Nascida em Santo Amaro da
Purificação (BA), cantava desde pequena, com outros da família,
e pensava em ser atriz. Em 1960 foi para Salvador terminar
os estudos, e passou a freqüentar o meio artístico, ao
lado do irmão Caetano Veloso. Três anos depois estreou na
peça "Boca de Ouro", de Nelson Rodrigues, como
cantora. Por essa época, Bethânia e Caetano conheceram
outros músicos iniciantes: Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé,
Alcivando Luz e outros. Esse grupo montou, em 1964, os espetáculos
"Nós Por Exemplo", "Nova Bossa Velha, Velha
Bossa Nova" e "Mora na Filosofia". Na ocasião,
Bethânia foi ouvida pela musa da bossa nova, Nara Leão,
que a convidou para substituí-la no espetáculo "Opinião",
em cartaz no Rio de Janeiro. Bethânia e Caetano foram para
o Rio em 1965, e ela tornou-se conhecida por sua participação
no "Opinião", interpretando "Carcará"
(João do Vale/ José Cândido), que a marcou como cantora
de protesto. Ainda no ano de 1965 gravou seus primeiros
discos, um compacto e um LP, com sambas de Noel Rosa,
Benedito Lacerda, e músicas de Caetano. Depois de um breve
retorno à Bahia, participou, em 1966 dos espetáculos
"Arena Canta Bahia" e "Tempo de Guerra",
ambos com direção de Augusto Boal. Também competiu em
festivais e cantou em teatros e casas noturnas no Rio e São
Paulo, tornando-se nacionalmente conhecida. Com mais de 30
discos gravados ao longo de sua carreira, dividiu shows e álbuns
com Edu Lobo, Chico Buarque e participou do grupo Doces Bárbaros
em 1976, ao lado de Caetano, Gil e Gal Costa. Seu disco
"Álibi", de 1978, foi o primeiro de uma cantora
brasileira a vender mais de um milhão de cópias,
alavancado pelos sucessos de "Negue" (Adelino
Moreira/ Enzo Passos), "Explode Coração"
(Gonzaguinha), "Ronda" (Paulo Vanzolini),
"Sonho Meu" (Dona Ivone Lara/ Délcio Carvalho) e
"Cálice" (Gil/ Chico Buarque). Em 86, lançou o
LP "Dezembros", que destacava o bolero "Anos
Dourados", de Tom Jobim e Chico Buarque. Até meados
dos anos 90, realizou discos mais intimistas, até que em
1994, voltou ao romantismo num disco só com músicas de
Roberto e Erasmo Carlos ("As Canções que Você Fez
pra Mim"). Em 96, lançou o CD "Âmbar", que
se transformou no espetáculo "Âmbar - Imitação da
Vida", no ano seguinte, um grande sucesso de público e
virou álbum duplo. Em 1999 lançou o CD duplo
"Diamante Verdadeiro", também ao vivo.
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