| Nascido em Leopoldina (ES),
cursou o ginásio em Petrópolis (RJ) e
aos 13 anos já escrevia alguns versos em
português para músicas estrangeiras.
Quando completou 15, perdeu o pai e foi
forçado a largar os estudos. Foi
trabalhar no Diário da Manhã, de
Vitória (ES), fazendo de tudo um pouco
de revisor e crítico de teatro e
cinema a cronista social. Em 1940,
dirigiu a Rádio Clube do Espírito
Santo, produzindo diversos programas e
atuando como locutor. Foi por essa
ocasião que começou a escrever letras
para os blocos de carnaval da cidade. Um
ano depois, mudou-se para o Rio, onde
trabalhou como cronista de rádio para
revistas como Carioca e Vamos Ler. Mais
tarde, foi contratado pela Rádio Clube
do Brasil (depois Mundial), onde
aproximou-se do compositor e pianista
José Maria de Abreu, que acabara de
perder Francisco Mattoso, seu fiel
parceiro. Depois que o cantor Arnaldo
Amaral gravou sua primeira letra, uma
versão para "Maria Elena", do
mexicano Lorenzo Barcelata, José Maria e
Jair iniciaram a parceria: "Bem
Sei" (42). Seria a primeira de uma
série de clássicos da MPB, como
"Um Cantinho e Você" (48),
"Ponto Final" (49) e
"Alguém como Tu" (52)
todas do repertório de Dick Farney.
Entre 48 e 52, revezou-se entre as
Rádios Mundial e Mayrink Veiga. Em 1956,
compôs com o sambista Dunga o
samba-canção "Conceição",
maior sucesso do cantor Cauby Peixoto. No
ano seguinte, compôs outro com Alcyr
Pires Vermelho, "Se Alguém
Telefonar", grande êxito na voz de
Lana Bittencourt. Como secretário e
diretor da UBC União Brasileira
de Compositores conheceu Evaldo
Gouveia em 58. Naquele dia, compuseram a
primeira de uma lista de 150
composições (na maioria
sambas-canções abolerados). Era o
samba-canção "Conversa",
gravada por Alaíde Costa em 1959, no
primeiro LP da cantora. No ano seguinte,
viria o primeiro grande sucesso da dupla
Jair & Evaldo, "Alguém Me
Disse", gravada por Anísio Silva.
Em 1962, Miltinho fez sucesso com
"Poema do Olhar" e Morgana com
"E a Vida Continua", regravada
com sucesso por Agnaldo Rayol. Em 63,
Altemar Dutra foi içado ao sucesso
justamente com uma composição da dupla,
"Tudo de Mim". A partir daí,
passou a ser seu intérprete mais
constante, colecionando sucessos como os
sambas-canções/boleros "Que Queres
Tu de Mim", "Somos
Iguais", "Sentimental
Demais", "Brigas",
"Serenata da Chuva" e as
marchas-rancho "O Trovador" e
"Bloco da Solidão". Moacyr
Franco também vendeu muitos discos com o
bolero "Ninguém Chora por
Mim", em 62, bem como Cauby Peixoto
com "Ave Maria dos Namorados",
em 63, lançada por Anísio Silva pouco
antes. Outros que fizeram sucesso com
suas músicas foram Wilson Simonal, que
gravou a bossa nova "Garota
Moderna" em seu LP de 1965, Jair
Rodrigues, com o samba "O
Conde", em 1969, a escola de samba
Portela que obteve êxito com o
samba-enredo "O Mundo Melhor de
Pixinguinha", em 1973 e Ângela
Maria, que entre outras, lançou o
"Tango para Teresa" dois anos
depois. Outros intérpretes que gravaram
a dupla Evaldo Gouveia & Jair Amorim
foram Maysa, Dalva de Oliveira, Gal
Costa, Maria Bethânia, Zizi Possi,
Emílio Santiago, o espanhol Julio
Iglesias. Mais recentemente, Cris Braun
releu "Brigas", em 1998, e Ana
Carolina, "Alguém Me Disse",
em 99, mesmo ano em que Milton Nascimento
regravou "Se Alguém
Telefonar". Em 2000, Simone repescou
"Sentimental Demais" e
"Que Queres Tu de Mim", e Fafá
de Belém, "Ninguém Chora por
Mim". Fonte: www.cliquemusic.com.br
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