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Participava de programas de
calouros desde criança, e estudou música na Escola
Nacional. No início dos anos 60 participou de shows de
bossa nova, e conseguiu projetar-se defendendo "Andança"
(Danilo Caymmi/ Edmundo Souto/ Paulinho Tapajós) no
Festival Internacional da Canção de 1968. Em 1971 gravou o
samba-enredo "Rio Grande do Sul na Festa do Preto
Forro", da escola Unidos de São Carlos, e desde então
firmou-se como sambista. Celebrizou algumas interpretações
de músicas de Cartola e Nelson Cavaquinho e foi a primeira
a registrar o pagode do Cacique de Ramos no disco "Beth
Carvalho na Fonte", de 1978, em números como "Vou
Festejar" (Jorge Aragão/ Dida/ Neoci), "Ô
Isaura" e "Marcando Bobeira". Fez grande
sucesso com "Coisinha do Pai" (Jorge Aragão/
Almir/ Luís Carlos), do LP "No Pagode", de 1979.
Outros êxitos foram "As Rosas Não Falam"
(Cartola), em 76, A Chuva Cai" (Argemiro/ Casquinha),
em 80 e "Virada" (Noca da Portela/Gilpert), em 81.
Em 83, lançou Zeca Pagodinho em seu LP de então,
"Suor No Rosto" com o samba "Camarão que
Dorme a Onda Leva", três anos antes do estouro do
cantor com o "boom" do pagode. Nos anos 90, seus
sambas se afastaram das rádios, ficando mais restritos aos
shows e aos discos. Neste período homenageou os sambistas
paulistas (de raiz) com "Beth Carvalho Canta o Samba de
São Paulo" (92) e fez um belo álbum de sambas
animados em 98, "Pérolas do Pagode". Beth voltou
às rádios populares apenas em 99, com o "Samba de
Arerê" (Xande de Pilares/ Arlindo Cruz/ Mauro Jr.), do
CD "Pagode de Mesa", gravado ao vivo. Outros
sucessos de Beth Carvalho: "Folhas Secas" (Nelson
Cavaquinho/ Guilherme de Brito), "1.800 Colinas"
(Gracia do Salgueiro), "Saco de Feijão"
(Francisco Santana), "Vou Festejar" (Jorge Aragão/
Dida/ Neoci), "Virada" (Noca da Portela/Gilpert),
"Força da Imaginação" (Dona Ivone Lara/ Caetano
Veloso), "Firme e Forte" (Efson/ Nei Lopes),
"Malandro Sou Eu" (Arlindo Cruz/ Sombrinha/
Franco), "Fogo de Saudade", "O Show Tem que
Continuar".
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